sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Queridas Pessoas que Como Eu Caíram no Conto dos Concursos Públicos,
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
por Clara Arôxa
Não é amor. É mais, ou menos, nada certo e comprovado. É coisa de sentir. Não é um encadeamento lógico de ideias: uma ideia a mais uma b leva a uma conclusão c. Não. Não se trata disso, visto que são pessoas repletas de infinitudes e delírio. É coisa sem métrica, sem tempo, sem regra, só com palavras soltas. Mas entenda o “solta”, livres e completamente desprovidas de pontos finais ou parágrafos conclusivos. É justamente aquilo do ser. Três letras, aparentemente fáceis de escrever, no entanto, carregam embutidas nas formas um significado diferenciado. É preciso ser para encantar. Eles sabem ser e me encantar. É como fechar os olhos e conseguir capturar todos os instantes do outro, em um sorriso. É saber sentir a essência com os olhos e daí deixar-se ritmar pelo coração. É mais do que amor, é a leveza da minha (i)lógica. Entenda: o outro te faz feliz porque consegue reunir todas as qualidades suficientes para ser inteiro, todo e bonito. Conseguiu ter alma suficientemente clara para iluminar e inspiração necessária para me fazer ser poesia. É muito mais do que amor, é a mistura dele, a surpresa de encontrar, redescobrir, delirar.
É uma coisa que se parece com você.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Resoluções, por Samantha Abreu
Negada a entrega, foi me imposto muro. Ainda revirarei páginas, secarei canetas, queimarei tabacos e gastarei amores.
Mas para você ou para o céu eu não olho mais.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Sobre paraísos e diálogos imaginários IX, por Juliana Hollanda
- Amanhecer …
- Amanhecer?
- Sim. Quase sempre, somos transportados para um mundo de nicotina e estrelas e essas estrelas conversam comigo e você é a primeira pessoa para quem eu falo sobre isso.
- ...
- Eu todas as noites sou obrigado a mergulhar no céu.
- ...
- Isso começou a acontecer no ano passado e eu fiquei confuso. Eu sonhava, me sentia pequeno, crescia de novo e me espantava. Amanhecia e eu absorvia a quietude da manhã.
- ...
- O som do silêncio dos amanheceres você conhece bem, mas eu quase nunca percebi. E é maravilhoso o barulho de um carro há 1 km de distância...
- O vento soprando nas árvores soa como estradas engarrafadas na sala do meu apartamento.
- Eu vejo cometas noite após noite após noite após noite após noite ...
- Todas as noites.
-É, e eu tento manter meus pedidos, meus desejos e me fixar, focar neles. Eu vivo nervosa por antecipação e sabe o que eu percebi depois desse tempo todo?
- O que?
- Que nós quase não nos conhecemos e agora estamos dividindo sacos de dormir.
- Sabia que todas as vezes que eu penso nisso eu sinto cócegas internas.
- Desculpa, mas é porque eu ainda não toquei em você neste local; digo, na parte interna do seu corpo, mas eu acho que esse sentir precisa de mais tempo do que nós temos disponível agora.
- É, nós viemos aqui para o meio desse nada para descobrir lugares escondidos e para estacionar em uma garagem aberta na base das montanhas.
- Estamos no limite da cidade e encontramos o nosso refúgio.
- É ! Conseguimos fugir das lavanderias e das banheiras de hidromassagem dos motéis e da minha casa e do seu apartamento e da gritaria dos bares ...
- Essa experiência está sendo divertida, não?
-Sim, divertida e estranha e silenciosa e até agora eu estava tímido, mas isso está sendo tão bonito que se alguma coisa nessa vida é certa... essa coisa é que eu acredito no amanhecer.
- Eu também.
- Então isso se chama ...
- Recomeçar?
- Defina Inverno.
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domingo, 15 de novembro de 2009
Entre Elas: Caco Pontes
o elo
cativa e desespera
quem dera fosse
EU
além do ego,
inteiro
sabendo que assim
não há quem surpreenda
ficaria menos neurótico
pelo dinheiro
e outros itens
que o mundo recomenda
sina insana
reza braba
e seguir vivendo
como se não houvesse
lástima, râncor ou mágoa.
Caco Pontes, poeta, de linhagem maloqueirista, pagando o aluguel da vida. lançando versos e idéias ao mundo, vasto mundo (sem acordo ortográphico)... sonha em conhecer sua prima vedete e tal qual Oswald ou Vinícius, casaria-se muitas vezes, nesta vã e vasta existência, com a literatura.
sábado, 14 de novembro de 2009
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Luz dos Olhos, por Janaina Lisboa
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
O Segundo, por Clara Arôxa
Muito menos desvendendar todas as minhas
tênues linhas de amor
pr´a você.
Vou ficar aqui
enquanto você devora
sua carteira de cigarro extra forte
e acredita que o dia só começa
depois do teu primeiro
sorriso.
Em dias de chuva,
as lágrimas descem
mais fácil
e eu posso parar
apenas pr´a
ver o segundo que antecede
o teu sorriso.


