terça-feira, 30 de outubro de 2007

A CRIAÇÃO, por Samantha Abreu

foto: Katarina Sokolova
.
.

DA CRIAÇÃO


Quando pari teus versos,
rimamos.
E a sintonia foi tamanha,
que não nos separamos mais em sílabas:

T U E U
E U
T U
T
E
U
E U


O ritmo certo,
entonação.
E a devastação
de tudo o que eu chamava
de métrica.

Sou tua obra, poeta,
tua ode, teu soneto.
Sou as letras com as quais brincas
nessa página branca.

Quando pari esses teus versos,
a sintonia foi tamanha
que não nos separamos mais.
.
.
.

34 comentários:

Lais Mouriê disse...

Concretismo e Lirismo! Como consegues???? Lindo demais, Sá!

KARLA JACOBINA disse...

Sá,

O uno que se fez duplo para se juntar.

Barbáro!

O Concreto, bem ali no meio traz o que no meio, não temos de concreto.

Do Falópio, mana!

*

Gabriele Fidalgo disse...

Lindoo!!

Ficamos todas sem palavras agora. rs

Parabéns, Sá. =]

jupyhollanda disse...

Sá,

M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!!!!

Completamente "speechless" me deixaste, menina...

aiai!

Bjos

Ju

poupéezinha disse...

Coisa mais linda este seu poema..
Beijo

KIMDAMAGNA disse...

SETE!!!

Sextantes,
curvil�nios
concretamente,
pasmam-me
os sentidos,
enxaguam a dolorosa
inclem�ncia
da palavra.
Meus olhos fechados.
ouviram,
senti,
o todo.

Pena tenho de s� hoje vos ter encontrado. Reconhe�o que perdi algo de importante n�o ter sabido de voc�s este tempo todo.

Kim

Rafael Avansini disse...

Lindo, anti-convencional, perfeito... Do jeito q eu gosto.
Beijos Sa

Ricardo Dalai disse...

so uma frase:

PUTA QUE PARIU!!!

qdo crescer vou ser = vc

eu juro!

bjo amore

Paulo Bono disse...

bonitos TEUS versos, samantha.
abraço

F. Reoli disse...

Delicioso poder sorver teus versos e perceber que eles se expandem pela blogsfera e pelas sensações de quem lê...
Beijos

ALLEZOOM disse...

então! vim aqui varrer com olhos...
e tu ali tuziandooeu rimando bem um nós ( já outro): costura fina!

:) bj!

Arthur Araújo disse...

A mistura que se transforma numa alma homogênea. Ficou bonito, suave e sincero.

bjssssss, t+

Paulo Castro disse...

A grande sacada do texto: vc fala com um poeta, mas vc é a poeta.
Curto-circuito em que se come sílabas.
E se lambem os beiços.
°
PS: LINDO espaço esse aqui. Quero ter uma vagina pra escrever também.
°

*¢£@üD!NhA''' disse...

As flores queimam nas palavras cálidas...

Tua mão é semente!


LINDO!

;*******

Maz disse...

o concreto! sempre encanta [mas só quem ousa] para variar: muito bom!
teu eu toca tão fundo que confundo o que diz com o que sinto transcreve exatos sentimentos que nem sei se sinto ou se penso sentir por me confundir com tudo ao meu redor, na esperança de me encontrar com qualquer coisa que não me seja e nem seja ela.

Carol Domingues disse...

Quase chorei... só digo isso...

Bjosssssssss

paulo dauria disse...

Lindo Samantha!

Preciso, conciso, tocante.
Um pouco pertubardor também, por ser o outro, você mesma.
O eu conversando com esse ser chamado poeta.

Adorei,
Grande Beijo
Paulo DAuria

Jana disse...

vc se espanta com a minha naturalidade e eu me espanto com a tua poesia, nunca saberia escrever assim...

Beijos

Pan disse...

Samantha, minha querida, o que foi isso que baixou em você?? PERFEITO!!! Divino! Sabe aquelas coisas que se sente quando lê? Lindo, lindo, lindo...

Maria Muadié disse...

Beijão, Samantha,
belo começo.

Tyler Bazz disse...

DEMAIS!!! Samantha, acho que das "suas coisas", essa é a que eu mais gostei até hoje..

Simplesmente fantástico!!!!!

disse...

Ousado, novo, concreto. Coisa de gente com dom mesmo. Parabéns, moça. Lindo, tocante. Estou extasiada. Ganhei minha noite. Bjs pra vc e obrigada pela visita no blog e pelo comentário. Vou aparecer sempre, pode ter certeza. :-)

fernanda disse...

que poema lindo!
combinou com meu dia!!

to adorando esse falo...bjos querida!

Polly disse...

Sou suspeita pra falar...adoro os textos da Samantha...mas este poema ficou lindíssimo.

Mais uma obra dela que eu curto tanto.

Ricardo Wagner Alves Borges disse...

Uma instigante mostra de sexo dodecafônico explícito e sem preservativo, métodos contraceptivos escusos ou aquela vitrine holandesa que separa o pau da penetração. Leviandade? Nananina. A razão primeira da poesia se instala na sua licença pra contrair uma doença venérea ou parir um filho doente: a palavra deve engendrar a extinção de seus próprios descendentes. Poesia feita sob látex (rompante estético) evita o clímax, pois sente nojo do que sai do órgão íntimo, sequer sabe o que é ereção, porque tal proteção costuma trazer o prejuízo ativo da benzocaína.

E não há eu lírico por aqui -- ainda bem, Samantha, ufa! --, mas uma buça interior, instintiva, arrombada pela vontade que o verso, consciente, tem de emporcalhar os lençóis esterilizados, limpos e sobretudo descartáveis, os quais cobrem a literatice em voga (tão enjoativa quanto o cheiro de um hospital cujos sócios-proprietários atendem outros sócios ou quem os compraz, poesite esta difundida pelos curadores do churrasco Tordesilhas).

O que me nauseia não é o cheiro do parto, da placenta, nem o da cirurgia apressada ou da gangrena de terceira idade, mas tão-só o cheiro branco dos hospitais particulares.

Beijo no cisto pilonidal.

Erre Dáblio.

Marcelo Mendonça disse...

Adorei seus versos. Muito boa sua poesia, abração

anjobaldio disse...

Adoro teus poemas.

Sic disse...

Passando pra deixar beijos e parabéns, mais uma vez kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

julienni campos disse...

Samantha, mais uma vez LIndoO...
Tem post novo no além da embalagem, inspirado no que vc comentou.

Adorei!
bjos =)

Marcelo Mendonça disse...

gostei tanto que voltei e fiz um link em minha página (caralhaquatro)

Marcelo disse...

excelente parabens

Linda Graal disse...

ahhhhhhhhhhhhh.....
maravilhosamanthamente!!

adorei, querida!!!

amplexos reais, agora!! hehe

4rthur disse...

Tão concreta e ao mesmo tempo tão subjetiva... a verdade de Samantha está nas entrelinhas.

Rose Carrara disse...

Samantha

Adoro as poesias concretas e você as faz misturadas a versos líricos.
Presenteia a literatura brasileira com um poema contemporâneo e ao mesmo tempo romântico.
Parabéns!