terça-feira, 20 de novembro de 2007

Des-Estação, por Samantha Abreu

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Faço-me de tua estação,
teu porto, teu cais.
Vivo à espera
de teus
Des-encontros
Des-pedidas
Des-encantos.

As pessoas passam
e transpassam-me,
empurram-me, apressadas.
Eu, quietinha me faço
procurando teu vagão.

Mas acabei de dar-me conta:
estou perdendo o tempo do mundo
de
pou – qui – nho
em
pou – qui – nho.

Por isso,
quando voltares, meu bem,
traga teus lenços.
Tuas lágrimas
eu não enxugo mais.

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foto: Henri Cartier Bresson
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34 comentários:

Grazinha disse...

Samantha,

Mais uma vez versos lindos. É interessante como eles são tão cheios de decisão.

Adorei

:**

Até a próxima!

ALLEZOOM disse...

Aqui , passo a passo, eu passo!
e voltarei sempre... " sem lenço sem documento" bj!

Jorge Ferreira disse...

vim conferir essa nova casa da sissy...e vi que ela ta muito bem acompanhada...grande abraco pra todas ...passo por aqui mais vezes...

Oliver Pickwick disse...

Humm... de volta ao planeta das garotas bonitas, mas, tão talentosas que nem precisam saírem queimando sutiãs por aí.
Continuo gostando muito dos textos, sejam em versos ou prosa. Não levem a mal o comentário genérico, contudo, isso aqui é um verdadeiro campo minado, e a prudência me recomenda não fazer nenhum comentário específico para um determinado post. Costumo seguir certas regras do universo feminino, por exemplo, só pergunto a idade de uma mulher se tiver certeza que ela tem menos de 13 anos.
Vida longa ao Clube da Luluzinha!
Um beijo, e tenham a melhor das semanas!

Priscila Lopes disse...

Bem bom, bem bom. Principalmente o "pou-qui-nho". Criativo, visual. Gostei bastante!

Eu os convido a conhecer o Cinco Espinhos, blog de críticas literárias em forma de literatura.

Toda semana, também, garimpamos a internet à procura do texto que valha a pena de um autor "desconhecido".

Participe de nossas enquetes. Comente. Ajude-nos a fomentar o diálogo sobre literatura "contemporânea".

Ah... braços!
http://cincoespinhos.blogspot.com

Talita disse...

Não tenho mais palavras, ja que são todas redundantes ao fazer elogios aos seus textos,versos, prosas, poemas........
Bjks

evanduartes disse...

Nossa, lindo mesmo, Samantha!
Estive meio sumido, mas voltei e não saio mais daqui.
Beijos,
Evanduartes.

KARLA JACOBINA disse...

"de
pou-qui-nho
em
pou-qui-nho"

Perdi o tempo aqui, junto com o personagem.

Beijos!

Paulo Bono disse...

perdeu o bonde, já era.

abraço, Samantha

Andreia Muza disse...

Quem nunca...
passou...
passado...
passando...

Doce...
lindo adorei!

disse...

Eu me senti dentro desse vagão. Lindo, Samantha, pra variar.

Fabrício Fortes disse...

vagões vagando, vagando..
um dia os trens colidem, e não há mesmo quem seque as lágrimas..
bem bom, guria!

Salve Jorge disse...

Dessa estação
Passado o tempo
Foram-se primavera e verão
É chegada nova resolução
Pois foram-se os des
Isso cá não tem mais vez
Por isso, meu bem
Quando tiver os olhos marejados
Vá invernar por outros lados
Que eu mais que ninguém
Mereço tomar o trem
Ir além
Do seu circuito limitado...

Louis Wheiller disse...

Gostei muito, como sempre!
Esse já foi...rs
E o poema, de pou-qui-nho em pou-quinho...en-can-tou!.

lizandra disse...

Lindo, perfeito, simplesmente Sasa...sou sua fã eternamente amiga!
bjão

lowcura - Rodrigo de Souza Leão disse...

Gostei. Ficar só enxugando gelo é chato.

Padre Alfredo disse...

"Chora na cama, que é lugar quente"

anjobaldio disse...

Sem palavras. Maravilhoso.

Jana disse...

Lindo! pq a gente sempre perde tempo...

beijos

E.R.L. disse...

esse final é doce e brutal.
gamei.
beijos!!!!!!!!!!!

Cin disse...

"Por isso,
quando voltares, meu bem,
traga teus lenços.
Tuas lágrimas
eu não enxugo mais."
Adorei isso, daqueles recados dados com louvor.
Bjos flor!

F. Reoli disse...

A gente sempre acaba por se encontrar em teus textos, amiga escriba... beijos

KIMDAMAGNA disse...

KIANDA – sereia, divindade aquática
esta palavra bebe no Kimbundu,uma das linguas de Angola.

Tudo porque Ulisso-me com teus ditos...
A verdadeira estória do Ulisses é de que as sereias seduziram-no, mesmo
Fica bem

Lais Mouriê disse...

Perfeição! Sem mais!

Caito disse...

Des-concertante!

Beijo1

MARIAESCREVINHADORA disse...

Samantha,

Salve, poeta.

Des-Estação diz tudo. Afinal ela abriu os olhos, caiu a ficha e ao menos começou a desembarcar dessa roubada.
Amei.
Beijo,

Conceição

Marcelo Mendonça disse...

deixei escorrer e caiu no teclado. lindo

lyS disse...

Adro suas palavras, elas sao exatas.
Bjos

José Calvino disse...

Samantha,
Gostei muito Des-Estação, parece com: VIAGEM
Foste comigo à estação
quando o trem chegou eu fui
e tu ficaste
pela janela te dei adeus.

Na plataforma me abanaste a mão
eu chorei...
com o lenço enxugaste as lágrimas.

Quando cheguei na estação do destino
lá estavas me esperando de contente
e nós amamos novamente...
José Calvino

Rose Carrara disse...

Samantha

Estou orgulhosa de você, assim como do Alê.

beijos

Rose Carrara

SAMANTHA ABREU disse...

Rose!
minha prima sumida...

eu agradeço por tudo, desde sua companhia quando copiávamos poesias em cadernos decorados... foi lá que algo nasceu dentro de mim. E você fez parte.
O orgulho é meu!
Um beijO!

*¢£@üD!NhA''' disse...

Me engasgo com a falta de certeiras e tão belas palavras para completar a magia das tuas.

É lindo, lindo, lindo Samantha!

;***************

Suas palavras são honra à meus olhos!

Paulo DAuria disse...

Bravo Samantha!
Avabei de ler o post da Laís de 22/11. Ah, esse é o final que eu queria para aquela torurada personagem!!!
Adorei "traga teus lenços. Tuas lágrimas eu não enxugo mais"

Grande Beijo

Lu Cavichioli disse...

Samantha você escreve como quem canta. A voz do cantor é ave e tua escrita também. Porque revela a liberdade em poetar.

De escrita sensível você nos traz mágoas enroladas em vestes, e por fim - revela-te guerreira de um tempo em que não mais serás ferida.

Aplausos.
Bjão