domingo, 25 de novembro de 2007

Na Primeira Página, por Juliana Hollanda

sabia que ia me aborrecer, mas não vou deixar que essas intempéries transformem
meu bom humor em pedaços.
despedacem as belezas que habitam meu coração
despetalem as margaridas que sorriem em minhas manhãs
e façam das orquídeas de meu pensamento chuva de verão

inimagináveis sorrisos sarcásticos e olhares de soslaio não deviam me atingir.

vontade de olhar para àquela cara e dar um tapa de luva de pelica

{coisa que:
...........................................................................- amor...
...........................................................................- ela não sabe}

os jardins de libélula enterram todo o despeito e toda dor
asas que não voam mais.

tudo negro. desbotado. esquecido em você.

nossas violetas;
os lírios do nosso amor não serão apagados por tua luxúria passada

muito menos por quem pensa em nossos beijos como fogo de palha,
o que a gente tem...
ah! o que a gente tem...
é um incêndio nas florestas da Califórnia!
.
.

9 comentários:

KIMDAMAGNA disse...

quando eu sou assolado por essas imtempéries humanas, lembro-me de
"
…nada de desafios à plebe, nada de girândolas para o riso ou raiva dos inferiores. A superioridade não se mascara de palhaço; é de renúncia e de silêncio que se veste…
-Fernando Pessoa-

Isso me ajuda bastante.
Abraço
kim

O Inexorável disse...

Parabens!!
Muito lindo!!

SAMANTHA ABREU disse...

ê Jú!
sempre abre a semana cheia de honras!
Um beijO!

Paulo Bono disse...

um texto incendiário.

abraço, Samantha

KARLA JACOBINA disse...

veJÚ flores em você, jubela.
jubélula!

Paulo Dauria disse...

Queimar a lenha,
Regar as flores,
Liberar as libélulas,
Estapear os invejosos.

Beijos

Lais Mouriê disse...

Esse incêndio pegou nas florestas daqui tb... Lindo demais!

Bjos

jupyhollanda disse...

Paulo, adorei seu "PÓS-POEMA" conclusivo sobre o texto...

e como a Sá postou hoje: "o amor desorganiza"

Bjos

Ju

Salve Jorge disse...

Assim sendo
Incêndio
Pelo que estou vendo
Com tanta fumaça
É que tamanha graça
Tão maior que o habitual
Há de ser capa primorosa
De hábil prosa
Em qualquer que seja o jornal...