domingo, 4 de novembro de 2007

No meio do caminho, por Juliana Hollanda


o meio de minhas pernas lateja
lembrando do ontem
e da gente no chão de azulejos

a gente feito cobra
sentindo e suspirando


ficaria ali, deitada, para sempre,
mas a vida passou rápido demais
naquela imensidão de gelo
na fogueira das suas mãos
em todas as línguas
em você, em mim

a vida passou rápido demais
em loucos beijos
enquanto
escrevíamos com suor
a mais bela canção de amor.

17 comentários:

SAMANTHA ABREU disse...

Uau, Jú!
isso é o que chamo de "fervente"!

Lindo!
beijos!

Oliver Pickwick disse...

A Samantha, do comentário anterior, realmente tem razão: é fervente mesmo.
Mas destaquei ainda:
"...Esquecerei qualquer verso/Deturparei todas as rimas/Ignorarei hinos, elegias, idílios.../Porque estou saturada de toda a tua poesia..."
A Laís estava certa quando deixou um comentário no meu site, é o blog mais perfumado da net.
A propósito, por acaso o critério para fazer parte deste blog é "só aceitamos mulheres bonitas".
Mulheres bonitas que escrevem bem... Humm... ouço cantos de sereias!
Voltarei outras vezes.
Aproveitem a semana!

Anônimo disse...

Pra um domingo que sempre é bem traquilo, esbarro com seus versos intensos, pulsantes até o limite. Uma experiência! =)

Maria Muadié disse...

Ju, que bom para nós que no meio do domingo tinha JUliana.

moça. disse...

incrivelmente real!
me senti na poesia.
parabéns!

=]

Anônimo disse...

Ajulejei!

José Calvino disse...

Samantha chamou de "fervente"? Eu digo mais ainda "frevendo", como o frevo de Pernambuco rsrsrs
Que domingo maravilhoso, Juliana!
Beijão do,

José Calvino
Recife

jupyhollanda disse...

ótimo Domingo chuvoso e obrigada a todos que comentaram...

Beijo

Ju

Anônimo disse...

Maravilhoso, Ju!

Perfeito para um domingo chuvoso.

Beijos.

Beatriz Tavares disse...

quem lê, se imagina e, ai... uma coisa de louco! que poema é esse, Juju?! delícia!... beijos!

Beatriz Tavares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lais Mouriê disse...

Adoro essa pulsação de desejo e essa orgasmática sensação de poesia encarnada! É carne e é poesia! Perfeito!

Bjos, Ju!

poupéezinha disse...

Poesia de amor..
Que coisa mais gostosa-
beijos

Bill disse...

A vida e sua presa...
E o amor queimando o tempo...

(=

disse...

Eu comento todos, mas ia passando batida por esse. Absurdo!Corrigindo-me agora...

Esse poema mexe com a libido da gente. Menina, que coisa... Parabéns.

Salve Jorge disse...

Se no meio do caminho
Definho
Refaço meu ninho
Me desalinho
E me aprumo
Mudo de rumo
Sem perder o gosto salgado
Do corpo dado
Um universo trocado
Embalado no umbigo
Então traga consigo
Seu melhor abrigo
E seu verso mais ensaiado
Para lembrar o amado
Enquanto proseia comigo...

Cris Ebecken disse...

Linda poesia, lindo elo de escritas femininas!