sábado, 24 de novembro de 2007

Por Martha Galrão

















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A tarde não parecia amena. Vertigem, calor, pessoas,
palavras. Como se o mundo fosse acabar, ela lhe contou
sua vida. Ele escutou com os olhos.
O trem é bala, mas dá tempo de reparar na paisagem. Na
despedida, ela jogou um beijo e ele agarrou com as mãos.
Porque o diabo atenta na ponta dos dedos, onde há mais
sensibilidade.


Foto: Louis Faurer

10 comentários:

SAMANTHA ABREU disse...

puxa, Martinha...
texto do jeito que gosto...
o foco narrativo ali: simples, direto e completo.
Lindo!

Parabéns e um beijo!

Gabriele Fidalgo disse...

Adorei, Martha!!
Até arrepiei aqui.

Muito Lindo mesmo!
Parabéns!! =]


beijos

disse...

Adoro textos intensos e que nos largam com os sentidos nas mãos. Lindo, moça.

José Calvino disse...

Marthinha, querida!
Adoro textos que falam de trem.
"Oh!Abre alas..."
Esse diabo então, corre igual o trem bala!!!
Parabéns, baiana!
Beijos do,
Calvino

KIMDAMAGNA disse...

Por um momento fugaz/intenso
metamorfosiei me em carril do trem bala. Acredita recebi a ponta da sensibilidade nos dedos
do beijo despedida.
Mais uma vez mostraste a essência dos "Muadis".
Incondicionalmente seu fã.
Xaxuaxo ( sussuro que toca)
Kim

poupéezinha disse...

Isso dá causo de amor meu coração..
Beijo

Lais Mouriê disse...

A sensibilidade está na ponta dos teus dedos, com certeza!

lindo, Martha!

KARLA JACOBINA disse...

Marthinha,

eu te escuto com os olhos, te leio com a língua, te vejo com os dedos! Sua poesia não cabe no corpo, me expande!

Costumo dizer que sinto paixão nos dedos. Eles ficam saltitantes que só.

Beijos enormes!

Paulo DAuria disse...

Na plataforma da estação, aguardava a tarde. Já ia partir quando agarrou-a nas pontas dos dedos e nos devolveu envolta em beijos.

Salve Jorge disse...

Diabos
E seus enfeites dourados
Lábios tão desejados
Que virão prisão
De uma saudade escorrida
Em meio à despedida
A cisão foi precisa...