sábado, 17 de novembro de 2007

Por Martha Galrão

.
O que me mata
é o silêncio
e o beijo
não ser na boca

o que me mata
é a falta
de seus olhos
nos meus

o que me mata
é o silêncio
de mãos
e palavras

o que me mata
é esse breu.

.

19 comentários:

SAMANTHA ABREU disse...

puxa...
me causou uma melancolia saborosa...
sabe o sentimento de "pior do que sofrer por amor, é sofrer pela falta dele"?
Foi o que senti.

o que mata, realmente, é a falta, a ausência.
Poema Lindo, Martinha!

Um beijo!

KARLA JACOBINA disse...

Como boa Mulher Cheia,
esse vazio também me mata.

Beijos, Martha.

KIMDAMAGNA disse...

Se me perguntassem hoje qual o significado de " Muadi" daria como exemplo indicando esta beleza que fizeste o favor de deixar para a gente.
Esta elucidativa, pungente ausência assim singela e cortantemente dita .mesmo só "os Muadis" o conseguem.

Se pudesse empurraria o Sol para junto/sobre ti. Almejaria o atenuar do breu...

(...) Bê disse...

Porque esse breu parece mesmo ser cruel, e causar uma sensação de que não se possui o que realmente se quer.

Belo texto, envolvente eu diria ^^

CresceNet disse...

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Rafael disse...

qnd o silêncio fala, quase sempre, escutamos bem alto sua voz.

Parabens pelo bog.

Rê Piza disse...

Lindo, Martha! Pra mim, traduziu os rompimentos em poesia, dando alguma leveza à tensão de quem vive um fim.
Parabéns pelo blog, meninas!
um beijo!

José Calvino disse...

Querida Martha,
Esse breu mais das vezes é muito bom...demais! Se pudéssemos silenciava como silenciam os(as) que não incomodam e amam sem alarde. Meninas, parabéns!
Beijos do,
Calvino
Recife

she is a lover of life but a player of pawns disse...

lindo poema! me faz pensar...o que me mata?

lindo!

MARIAESCREVINHADORA disse...

Lindo, lindo, Marthinha:
"O que me mata
é a falta
de seus olhos
nos meus"...
Demais!
Beijo,

Conceição

Lu disse...

Puxa, Martha, que lindo!

Anônimo disse...

lindo, amiga, muito lindo.

Jumara

Paulo Bono disse...

por que não mata ele também?

abraço, dona martha

Salve Jorge disse...

O que me mata
Me arrebata
E mesmo no breu
Dedilho sobre o camafeu
Tão teu
Que me comove
Me move
Me maltrata...

Lais Mouriê disse...

O escuro, o breu... estou morrendo!

Mas há luz, onde? Espero achar!

Lindo, Marthinha!

Clóvis Campêlo disse...

Abri os olhos e era sábado.
Dia de entrar nas trompas dos versos de falópio.
O sol ainda raiava na barra do dia.
Os pescadores já ensaiavam o primeiro arrastão.
Era sábado, dia de engravidar os versos de falópio.
Apenas, nesse dia, sábado, detestei estar em Barra de Santo Antônio e ter de adiar a visita.

anjobaldio disse...

Mais um belo poema.

bostamcity disse...

O que me mata é que eu adoro vcs e vcs nunca visitam o meu blog.
bostamcity.blogspot.com

Paulo DAuria disse...

Lindo poema, "O que me mata é esse silêncio e o beijo não ser na boca"
Soube transmitir o sentimento de ausência com maestria e sutileza, sem cair no piegas.

Grande Beijo