domingo, 23 de dezembro de 2007

Encontros, por Juliana Hollanda


encontro o que não sei
aos quatro cantos do vento
nas cinco quinas do sol
que queima a pele
arrancando faíscas e farpas.

pedaços. paredes de mim.

falta de sono derrete como abismos encantados.
desejo de cair e me deixar levar.
sem asas...
leve sobre montanhas de caramelo.
mexe marshmellow.
doce sabor, sabe?

sobreviver, voar, planar no vislumbre de novas conquistas.

olhares e casulos.
calor e roupas de tricôt.
deveria ser nuvem.
calmaria.

5 comentários:

KIMDAMAGNA disse...

...pedaços. paredes de mim...

...olhares e casulos...

Lindos , profundos estes (des)encontros.
Hoje te vi NGANA.
Deu para me sentir na nuvem da calmaria.

KARLA JACOBINA disse...

Nossa, Jú.

Impressionante como esse poema me chegou derretido, ao ponto de desmanchar todas as paredes propostas.

Demais!

Paulo D'Auria disse...

Sim Jú, deveria ser nuvem.

Mas quase tudo que encontro, não sei.

Beijos

Adriano Caroso disse...

A cada incursão no Falópio, agradeço a Gabriele Fidalgo por me apresentar este espaço. Vocês todas estão de parabéns!

josé guilherme fidelis disse...

que poeminha mais preciso e bonito!

parabéns! dá um pulo lá no meu blog pra conhecer também:

http://artificcional.blogspot.com/

quero ler mais coisas suas.

beijo, bom 2008!