domingo, 9 de dezembro de 2007

Encontros, por Juliana Hollanda


versos doloridos
rasgavam pensamentos

versos invasivos
machucavam o coração

versos alcalinos
corrompiam as idéias

as lembranças?
eram pura ilusão.

eu me enganava
enquanto escrevia tristezas

a calmaria voltou para o meu mar
agora?
sou desaguar...

saí da arrebentação

é bom nadar em mares calmos.
eles misturam-se em rios de água doce.

5 comentários:

Paulo D'Auria disse...

"As lembranças? Eram pura ilusão. Eu me enganava enquanto escrevia tristezas"
Bravo, Ju! Descaraminholando as maluquices que a gente bota na cabeça por uma paixão.
Algumas, não valem sequer um poema!
Ah, nada como esse nadar tranquilo!

Beijos

SAMANTHA ABREU disse...

puxa...
ando numa fase assim...
corrompida,
influenciada
e tô sendo levada por mares revoltos...
mas tô gostando.

texto lindo, Jú!
beijos!

Fabrício Fortes disse...

algo como uma redenção poético-existencial (com o perdão do neologismo tosco)..
belo poema!

Salve Jorge disse...

Existem rios tão caudalosos quanto o mar
Existem frios difíceis de esquentar
E existem agitos em profusão
Escapando pelo ladrão
Em um paraíso insular...

anjobaldio disse...

As ilusões sempre carregam vestígios de sangue.