domingo, 30 de dezembro de 2007

Grama, por Juliana Hollanda


é a grama fresca como um sorriso
que abriga o cheiro mais fresco
que podemos sentir.

é a grama leve feito onda
que segura seus cachos
em volta do sol.

é a grama verde como os amores invertidos
que abriga seus pés
quando cansados.

é na grama fresca, leve, verde
que as formigas se alimentam
do seu corpo,
dos seus sonhos,
do futuro.

Feliz 2008!!!!

5 comentários:

Gerlane disse...

E é na grama verde que deitamos a cabeça e observamos o horizonte azul no qual viajamos através dos sentidos, da imaginação, do desejo...de um 2008 cheio de muitas inspirações para vocês, para nós, escritoras, construtoras de textos e poemas transmissores dos sentimentos da alma.

Feliz Ano Novo! Beijos!

José Calvino disse...

Querida Ju,
Adorei o seu estilo e o desenvolvimento do trabalho...uma natureza infinda que chama a atenção nesses versos tão bem naturais.
Feliz 2008!
Beijos do,
Calvino
Recife

Paulo D'Auria disse...

Nossa, Ju, a última estrofe me deu um arrepio! As outras vinham em um crescendo bucólico, de repente, "as formigas se alimenta de seus corpo, de seus sonhos, do futuro"
Mas é isso mesmo. É na grama verde que estendemos a toalha para o nosso piquenique de ano-novo.
As formigas virão, com certeza, elas também precisam se alimentar.
Os sonhos virão, eles também precisam do nosso ar.
E o que faremos de agora em diante, diante da realidade?

Beijos, FELIZ 2008!

Adriano Caroso disse...

Deitemos na grama fresca e deixemos que o ano novo tragam versos tão lindos como estes. Parabéns!

Jota disse...

É na grama fresca, leve e verde que dá vontade de sair correndo de pés descalços brincando de pega-pega até cansar.

E depois sentar.

2008 vai ser ano de grama fresca.