segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

MEIA FINA, por Karla Jacobina

Lilya Corneli

Tens
Sete oitavos
Diminuto
E meia fina

Pra desnudar
A cigana
A prostituta
E a bailarina

Eriçar
Pêlos, pelve e adrenalina
Lambuzando-me
De saliva e purpurina

Peso
Coeso
Encaixo em baixo
Rosa libertina

Teso
Esfola-me em desejo
Derrete-me no gozo
E me parafina

10 comentários:

SAMANTHA ABREU disse...

putz.

Se você soubesse como estou hoje, concordaria que eu não poderia ter lido coisa melhor.
Tô que é só pulsação...

Adorei, Karlinha.
Um beijo!

Lais Mouriê disse...

Mais um soco no estômago, hein, minha querida????

Adorei deveras!

Bjos

KIMDAMAGNA disse...

Salvé Kandunga

humidamente sem palavras.

beiujos

Paulo D'Auria disse...

Oi K,

Adorei isso: "Tens / Sete oitavos / Diminutos"

Já te falei, não custa repetir, você é fera com as palavras!!!

Beijos

Fabrício Fortes disse...

ufa!
muito bonitos versos..
parabéns

Fabrício Fortes disse...

vou deixar o link de um poema meu que me veio logo à memória quando li isso aqui..
http://notasujas.blogspot.com/2006/12/maria.html

disse...

De arrepiar... e suspirar.

Paulo Castro disse...

Palavras se juntam com palavras e formam novas e se a gente separa, outro novo se revela.
( apesar da sua revelia, em não me ler, estou aqui, Karlinha...).
Poema de Cabala.
De contar o valor de cada letra, somar, ver que se mostra.
E mostra amostra mulheres. Todas em uma só.
E ela anda pela rua.
No mundo dela. Ninguém desconfia, ninguém sabe fazer as contas.
O despudor sabe.
Bjs.
°

Salve Jorge disse...

É a sina
Que desafina
E anima
A ir acima
E abaixo
O encaixe
Desassosega o faixo
Como de praxe
Para que lentamente
Se eborrache
E rasgue as meias
Os meios
As veias
Os veios...

Mr X disse...

Desculpem, mas ao procurar imagens que dessem para legendar o meu texto, descobri este. Peço desculpa pela intromissão e pelo "roubo".