domingo, 13 de janeiro de 2008

Balas de Menta, por Juliana Hollanda

São balas de menta que acalmam quando o grito explode dentro de mim.
Como remédio tarja-preta, balas de menta prendem uivos de protesto na garganta e disfarçam a nicotina contida na saliva.
Balas falam a verdade quando estamos com mau hálito
e por mais que disfarcem,
não escondem o cheiro degradante da boca
e nem mascaram o que deve ser exposto no espelho da cara!
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7 comentários:

Gabriele Fidalgo disse...

Uau, JU
Tá curto, direto e intenso!!
Eu a d o r e i!
Muito bom mesmo!!


Parabéns!! =]

Adriano Caroso disse...

Demais! A partir de hoje vou lembrar de você toda vez que chupar uma bala de menta. Muito bom Juliana!

KimdaMagna disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
KimdaMagna disse...

Gostei da labareda de fogo/raiva

uivando no espelho da cara.

Em Boxe seria um rotundo KO!!!

Maravilha!!!

Lunna Montez'zinny disse...

Exposto no espelho da cara...
Gostei da intensidade desse verso - parece revirar a nós mesmos diante de um espelho duro e cruel que na verdade somos nós mesmos e o espelho é a ilusão do olho no olho.

Jota disse...

Balas de menta falam menos de bocas do que de balas de menta.

Salve Jorge disse...

Balas
Abalas
Abrí-las
Não mascara
Mascá-las
Trás o doce
Que olhos fechados não trouxe
Mas o reflexo nunca se cala...