terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Édipo, por Samantha Abreu

Chego cada vez mais perto.
Passo-a-passo.
De
pouco
em
pouco.
Comendo teu espírito,
devorando-te,
mesmo quando
decifra-me.

Em minha cabeça, as razões
que colocas em contradição.
Corpo em febre, instinto,
e as asas que te encobrem,
acalanto.

Pulo nesse penhasco,
Que chamas de vida,
depois que me descobres:
arranca-me
as máscaras,
desnuda-me
a alma.

E todos os meus pecados estão perdoados.
Todos os meus segredos estão revelados.

3 comentários:

Gabriele Fidalgo disse...

É como ver a altitude do penhasco e pular de olhos fechados.

Intenso e bele, Samantha.

beijos.

Germano V. Xavier disse...

Saudações!

Passei pelo teu blog e gostei do que vi.

Muito bom, mesmo.

Abraços pernambucanbaianos...

Germano
www.clubedecarteado.blogspot.com

Salve Jorge disse...

Esfinge
Com teus mistérios
Seria despautério
Revelá-la
Desnudá-la
Se finges
Cair
Mesmo tendo asas
Seus pecados
Integram toda sua graça...