sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Espia Passarinha


{`As fantasias de uma avezinha que sonha em deglutir as entranhas de uma calunga: e
la mesma}.

Passarinha errante, de frágil pano não apercebes quantos outros berços te protegem.
Não compreendes que a parlenda aqui é bem mais obscura;
_Aceite, sou rompante.

O mergulho raso em Letes nunca fora meu- brotei de Moria.
Emoldurados sim são meus desvios, com berloques herméticos de cristal{izados_vícios}.
Sei fugir pro meu inferno, mas minha sina é escoar da asfixia.
Abrisse a tua janela para a magnitude da nossa sincronia, e compreenderia o meu querer-ver.
Sim, meu espelho.
Sou teu, repaginado.

Onde estão as tuas asas bonequinha?


* Expanda as tuas retinas: [Moria > Sultitia]


2 comentários:

Sílvia Câmara disse...

Há sempre um vôo esperando para ser mergulho.
Sempre há uma ave em transformação.
E nós, dependendo do espelho.
Belo texto. Fantasia provável.
um beijo,

SAMANTHA ABREU disse...

esse texto é lindo, Poupéezinha.
de cair o queixo.
de arrepiar as asas.

um beijo!