sábado, 23 de fevereiro de 2008

Por Martha Galrão


Fevereiro ferve
me dá febre
Me come feito homem.

Fevereiro arrepia
os bicos dos meus seios
Abocanha meus sonhos.

Fevereiro tem fome
não tem piedade
Me consome.

Fevereiro, me deixa.

7 comentários:

Clóvis Campêlo disse...

Fiz fé em fevereiro e fui feliz.
Parabéns, poetisa da Bahia.

José Calvino disse...

"Fevereiro ferve/me dá febre..."
Eita,o frevo tá "frevendo"também na Bahia! Boa Marthinha.
Parabéns poetamiga.
Beijos do,
Calvino

MARIAESCREVINHADORA disse...

Não é que ferve mesmo?
Curto e quente. Danou-se, que poema lindo.
Beijos,

Conceição

Anônimo disse...

Esse poema é um frege.
Estive aqui pela primeira vez e gostei.
Vou voltar, sei que vou voltar.
Don Regueira

Salve Jorge disse...

Como deixa?
Se deixar
Você logo se queixa
Pois não há de se habituar
Que se o que nos consome
Tivesse nome
Fevereiro
Não seria o caso
Mas seria o derradeiro
Se permitisse ocaso...

Fabricio Fortes disse...

fevereiro vem e nos engole mais rápido e com requintes de crueldade acentuados pelo calor.
bem bom.

Múcio L Góes disse...

poemaço!

nasci num fevereiro, como filho de Yemanjá!

mto bom!