sábado, 29 de março de 2008


Mãe,

surpreendo-me com a eternidade
quando distraída repito seu gesto,
tão parecido parece igual
trançado nos traços do rosto
e nas traças do tempo.

Tempo que banha o seu e o meu corpo,
que fez do meu ventre, abrigo,
revolvendo o ponto de partida,
disfarçando-nos em irmãs.

Martha Galrão

6 comentários:

Éverton Vidal disse...

Lindo.
Me comoveu, lembrei da minha mae. Tanta coisa em poucas linhas, tanto conteúdo. Vocês mulheres guadam literalmente a eternidade-em-si.

Bj.
Parabéns pelo belo blog, quem me indicou foi o Adriano Carôso.
Adorei. Inté!

Pan disse...

vai ver que um dia a gente se sente assim mesmo... é quando se compreende todas as mães...

José Calvino disse...

Querida Marthinha,
Mãe, vocês fêmeas são eternas mães.
Minha mãe, irmã camarada, estará sempre na lembrança. Adorei os seus versos.
Parabéns, poetamiga!
Beijos do,
Calvino

Cabraforte disse...

A sensação de ser mão e ser filha, Muito preeminente de gravidez ou de momentos em que nossas mentes nos leva há tempos atras !

Sou Pai e lembro a todo momento dos meus tempos de filho!


bj

MARIAESCREVINHADORA disse...

Linda comparação, Marthinha, creio que somente quando nos tornamos mães ou pais conseguimos compreender mais o desvelo (muitas vezes exagerado a nossos olhos) que nossas mães nos dedicam a vida inteira.
Beijos e novamente parabéns pelo dia
de seu aniversário.

Conceição

Beatriz Provasi disse...

Lindo!