segunda-feira, 28 de abril de 2008

ME MOUSSE, por Karla Jacobina

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Eu me mousse

Em toda tanga

Quando falo

No teu falo

Sem-vergonhices caladas

De boca caldada

E bem aberta.



Fotografia: Lilya Corneli
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5 comentários:

José Calvino disse...

Sem falso pudor, Karla usa uma linguagem onde a malícia, a libertinagem e o encantar se completam... Pronto para o amor total, nos deixa sem fala, vendo escorrer nos seus versos a seiva do amor. Demais...
Parabéns, poetamiga!
Beijos poéticos do,
José Calvino
Recife

Paulo D'Auria disse...

"Eu me mousse" é um achado!
Todo o poema, aliás, um delicioso jogo de palavras!

Beijos, K

Dolfo disse...

Realmente muito bom tal aquilo que o poema propõe. :)

angu disse...

Fantástico, Karla! Saboroso!

Sérgio Luyz Rocha disse...

Uau!!! limite absoluto...
"sacrerótico"...demais!!!!