sábado, 24 de maio de 2008

O que eu quero lhe dar, por Martha Galrão


São lavores,
meu amor,
são bordados
de muita delicadeza.

O tempo
será meu buril.
No dia incerto,
quando eu abrir
as mãos,
terei parido pérolas

pelas palmas
e pelo ventre.
Eu, irmã das nuvens,
das conchas, dos peixes
e serpentes,
depositarei pérolas
em sua boca.

Pelo seu peito,
meu bem,
carinho e pérolas
que lhe comovam.

2 comentários:

Paulo D'Auria disse...

Pérolas de Martinha!
Pérloas de Falópio!

Beijos

José Calvino disse...

Querida Marthinha,
A sua poesia é um delicado lavor.
Uma verdadeira pérola, como disse o nosso poeta Paulo:"Pérolas de Falópio".
Muito lindo, poetamiga!
Beijos do,
José Calvino
Recife