domingo, 4 de maio de 2008

Pagode, por Juliana Hollanda

(Olhares.com)


Meu corpo é um tamborim que vibra com a batucada das suas mãos fortes sanguinárias, sanguinolentas que exalam sensualidade pelos poros descascados de verão. Deverão elas enxergar mares bravios através do brilho dourado de meu corpo queimado nu? Deverão elas coexistir no abismo que existe entre seus beijos emotivos e meus lábios pequenos? Deverão elas pertencer a uma única mulher apenas?

Suas mãos enquanto estás comigo vibram num único acorde e são minhas somente, de mais ninguém. São sinceras luvas espalmadas que se esparramam e passeiam através das minhas cordas de náilon e interagem com minhas pequenas e estabanadas mãos. Elas existem para coexistir no pequeno espaço de tempo que, compreende o eu e o você. Enquanto subliminarmente somos nós enrolados em lençóis usados de motel.

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3 comentários:

José Calvino disse...

Querida Ju,
Que pagode, hein?, gostei demais.
Menina,você continua sendo atuante sobre o comportamento sensível à beleza da vida, do amor, do sexo...
Parabéns, poetamiga!
Beijos poéticos do,
Calvino
Recife

Grazielle disse...

Isso é uma roda de samba já! Erotismo com a sensibilidade de um anjo... adorei

Dilean de Bragança disse...

Que delíciaaaaaaaaa!
Já é madrugada e navegando por aí cheguei cantando MPB nesse pagode de amor e poesia!rs
PARABÉNS, GOSTEI MUITO DE TE LER MENINA!
Bjus