segunda-feira, 5 de maio de 2008

SEMPRE QUE SOU DESPEDIDA, por Karla Jacobina


Sempre que sou despedida
Chove um poema
Escrevo uma gota
Choro um delete
Clico uma lágrima
Rasgo o chefe
Xingo rascunhos

Sempre que sou despedida
Roubo memórias
Arquivo agendas
Abraço amizades
Abraço fofocas
Abraço braços
com mangas de despedida

Sempre que sou despedida
Apago a porta
Fecho a luz
Assovio janelas
Abro uma música
e uma breja bem gelada

Sempre que sou despedida
Me sinto um pouco mais pra lá
De incompatível.

Um comentário:

Maria Muadiê disse...

sempre que sou despedida
sou feliz e sofro.