quinta-feira, 1 de maio de 2008

Sopa de Pedra, por Lais Mouriê


Coloco pedra na sopa

destinada a te refazer da tua fraqueza.

Sinta o gosto seco da pedra que pisou

enquanto fugia de mim.


Gosto de pedra com sal

pedra com fel.


Preparo a sopa de pedra que o fará levantar

e seguir novamente pelos caminhos

que não levam a mim.


Fortificar-te-ei

para que tua covardia seja apenas

a ignorância de não encontrar meu caminho.

7 comentários:

Paulo D'Auria disse...


Nem o gostinho da sopa lhe dê!
Taca a pedra neste infeliz!
hehe,

Beijos

Salve Jorge disse...

Mandei chamar Pedro Malasarte
Pra quem sopa de pedra
É uma arte
Muito se acresce
Às tais pedras
Dos teus desencaminhar
O que me parece
É que mesmo a poeira salgada
Se dos teus pés
É iguaria rara...

Salve Jorge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Louis Wheiller disse...

E nessa verdade, se esconde um todo em?!
Será que agora, aprende ele ainda que inconsciente?

Otimo, Otimo texto.

**e coitado dos "dentes" do pobre condenado....rs**

Fabricio Fortes disse...

pedras em que se tropeça ao fugir.. essas podem dar uma boa sopa..
belo poema

José Calvino disse...

Poetamiga, Lais!
Não sei como você não colocou paralelepípedo na sopa desse traste, satanás de espora!, rsrs
Gostei do poema.
Beijos do,
José Calvino
Recife

Mari disse...

poema rigorosíssimo!
tava doida pra fazer uma sopa dessas prum infeliz ahahahha
mas tenho que concordar com Paulo, do primeiro comentário: taca logo a pedra nele! ^^

beijos!