segunda-feira, 16 de junho de 2008

MALABARIS DE CORAÇÃO, Por Karla Jacobina


Segunda a segunda. Às cinco. Ela chegava ao portão. Eu via. Fingia que não. Sorriso escondido na franja. Embrulho vermelho na mão. Direita. Tocava o interfone. Imaginava que fosse minha mão. Mas, não. Metade de mim sonhava. Metade esquerda abria o portão. Canhoto. Mancha de nascença nas costas e cego de paixão. Ela entrava. Câmera lenta. Ela entrava. Fogos de artifício. Ela entrava. Malabaris de coração. Tudo bem? Bão! Ela ia. Encostava o portão. Rubi no anelar. Esquerdo. Meu amor na palma da mão.
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3 comentários:

Anônimo disse...

QUE SENSAÇÃO GOSTOSA! ADOREI "MALABARIS DE CORAÇÃO".
...QUE GURIA NÃO ESCONDEU O SORRISO "ATRÁS DA PRÓPRIA FRANJA"???
PARABÉNS!

JANAINNA disse...

QUE SENSAÇÃO GOSTOSA! ADOREI "MALABARIS DE CORAÇÃO".
...QUE GURIA NÃO ESCONDEU O SORRISO "ATRÁS DA PRÓPRIA FRANJA"???
PARABÉNS!

MARIAESCREVINHADORA disse...

Disse pouco mas disse tudo. Adorei, Karla.
Beijos,

Conceição