sábado, 14 de junho de 2008

O dia em que vi Ibeji, por Martha Galrão

Ibejis de Abeokuta
Num rumorejo alegre,
as moças cuidadoras aveludaram a senhora.
Arrumaram seus cabelos,
escolheram seu vestido,
pintaram suas unhas cor de rosa.

Foi assim adocicada
que a mulher sentou-se
frente ao bolo cor de pérola,
firme e desvanecido em cascatas de açúcar.

As velas pulsando 80
e o batuque vigoroso dos corações
atordoaram a menina.

Os mais atentos viram,
apesar da inexatidão dessa hora,
quando ibeji ventou sorrindo, roubando doces da mesa
e fazendo brotar dos olhos dela a nascente de um rio.

5 comentários:

Anônimo disse...

Martha, vc é demais. Parabéns pelos espaços conquistados. Vi sua postagem sobre a conversa com a angola, mas ainda não respondi porque Luísa não deixa. Agora mesmo, estou escrevendo com ela no colo. Bjs, rápidos! Tchau...

Carla

MARIAESCREVINHADORA disse...

Esse poema é muito bonito, Marthinha.Doce, terno, enfim, perfeito.
Que Ibeji te ame muito.
Beijos,

Conceição

Clóvis Campêlo disse...

Que Ibeji mantenha acesa a chama da tua poesia.

Fabricio Fortes disse...

um feliz aniversário a ela então!
belo poema.

José Calvino disse...

Beleza de poesia, Marthinha.
A Bahia é forte com seus cultos, espero que xangô e oxum de ibeji lhe dê tudo de bom e estenda para todaos poetas del mundo.
Beijos do,
José Calvino
Recife