terça-feira, 19 de agosto de 2008

(Em)Rendas, por Samantha Abreu


Rendia-lhe afeto cada realização de desejo de outrem, que não o seu.
Ah, tantos são os tipos de dores... Adélia disse uma vez: ‘dor não é amargura’. Era apenas o peso do mundo.
Mas as rendas nas costas não esgarçam, e aquela guerra fazia rendida.
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3 comentários:

Salve Jorge disse...

Rendas
Se remenda
Se esgarça
Se esparsa
Expurga
E ainda rende boa venda...

Yara disse...

Rendo-me
às tuas palavras rendadas

Maria Muadiê disse...

rendas e Adélia...beleza pura