terça-feira, 7 de outubro de 2008

Confissão, por Samantha Abreu

Nada me dói mais
do que essa cruz em meus ombros.
Ombros que amparam meu mundo
tão imensamente pequeno.

Mas eu escondo as feridas
de um jeito feminino,
triste e maculado.
Alcinhas de renda,
para nervos à flor.

Não sou nada do que pareço,
é certo.

Caso ainda queira
a verdade, querido,
ela é mentira,
sob as roupas, sob a pele,
atrás do sorriso.

4 comentários:

Salve Jorge disse...

Eu quero a mentira
Mesmo que fira
Mesmo que prefira
A verdade
Minha vaidade
Imprecisa
Só precisa
Estar à mercê
De você
Num fim de tarde
Onde tudo arde
E falsidade
Ninguém vê...

Gabriele disse...

'Caso ainda queira
a verdade, querido,
ela é mentira,
sob as roupas, sob a pele,
atrás do sorriso.'

Quanta emoção, Samantha!
Muito lindo!!

Maria Muadiê disse...

Samantha, interessante ler sua poesia, pois passei o dia todo pensando: Quem me vê assim cantando não sabe nada de mim.
beijo

Aline Aimée disse...

Pra mim é mt comum essa impressão de que as pessoas vêem em mim algo que não sou, e é incômodo, especialmente qdo te cobram atitudes coerentes c/ tal idéia. Por isso, gostei mt da poesia e essa imagem é linda demais!