quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Eu que não sei, por Lais Mouriê

Só porque eu não sei jogar

você rouba os meus dados

derruba meus cavalos

captura meu peão.


Só porque eu não sei cantar

você desafina minhas cordas

altera minhas notas

desinventa minha canção.


Só porque eu não sei te amar

você surrupia minhas roupas

desenterra minhas sombras

e enlouquece meu coração.

Imagem: Daniel Camacho

6 comentários:

Gabriele Fidalgo disse...

Gente! Que perfeito, Lais!!

Deusa Odoyá disse...

Olá minha doce e nova amiga.
Muito lindo seu poema.
A musica , fez o par perfeito ao poema.
Parabéns, amiga.
Quanto ao seu livro, vou procurar lêr.
Abraços e uma semana de muita paz e luz em seus caminhos.

Regina Coeli.

Te aguardo em meu cantinho.

joao de miranda m. disse...

Um poema quase clássico. Muito bom, mesmo.

Salve Jorge disse...

É só pra te ver jogar
Que eu trouxe esses dados
Movimentei o cavalo
Joguei a rainha sobre o peão

Porquê só ouço teu canto
Forço teus acordes
Amplio tuas notas
Reinvento tua canção

Só porque não tem amor que se saiba
Adoro teu cheiro nas roupas
Vejo universos infinitos nas tuas sombras
E faço batuque no teu coração

Versos Insensatos disse...

Não sei porque na leitura desse belíssimo poema me lembrei de "João e Maria" do Chiquito, creio que deve ter sido "cavalos" e "peão"... Grand Finale! Congratulations!

Thiago A.

Eduardo Trindade disse...

Entre o saber e o não-saber, teus versos dizem mais: dizem-me que o importante, acima de tudo, é o sentir e o fazer.
Parabéns pelo blog!
Abraços!