sábado, 11 de outubro de 2008

Se desse, esquecia
consumia, apagava
a palavra.

Palavra dita
é maldita
ou é sempre bendita
a palavra?

Em que limbo aguarda
o chamado
com que presteza
vem socorrer?

Se voa mal aventurada
dizem que o vento a leva...
mas se água só não lava língua
o que pode fazer quem viveu a desdita
com seu peso, tamanho e sofrer?

Martha Galrão

4 comentários:

Mariana disse...

águas passando, águas passando...

:-))

José Calvino disse...

Querida Martha,
Ao meu ver a sua poesia fotografa nossos momentos de contemplar a natureza da palavra, onde o pintor ver-se exatamente num quadro em que as águas passam nessa mesma arte da palavra, para fazerem-se retratar assim e perder-se nas margens da tela. No caso na última estrofe:"Se voa mal aventurada/
dizem que o vento a leva.../mas se água só não lava língua/o que pode fazer quem viveu a desdita/com seu peso, tamanho e sofrer?"
Parabéns, poetamiga!
Beijos do,
Calvino

MARIAESCREVINHADORA disse...

Depois de soltas as palavras não voltam...

Beijo,

Conceição

KimdaMagna disse...

depois de solta, a palavra livre, me dá exemplo a seguir...


xaxuaxo