sábado, 22 de novembro de 2008

Água, por Martha Galrão


Água
transforme minha dureza
em correnteza

Água
transforme minha queda
em cachoeira

Água
transforme meu medo
em corredeira

Água
me transforme em vapor
me alivie por inteira.


9 comentários:

José Calvino disse...

Em cada massa de água um iceberg
Em cada queda d'água uma "estação".
Gostei, Marthinha!
Beijos do,
Calvino

MARIAESCREVINHADORA disse...

Beleza de poema, Martha.
Deu-me paz ao ler.

Beijo

::::::::::::::::::::::::::FER::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::: disse...

as águas levam areias, podem enxaguar uma calçada, e disfarçar as lágrimas....... ótimo poema!!

abraços do Fer...

Gabrielle disse...

Adorei. Gosto de ver, e reeinventar todos os poderes da àgua.

Gabrielle disse...

Adorei. Gosto de ver, e reeinventar todos os poderes da àgua.

Gabrielle disse...

Adorei. Gosto de ver, e reeinventar todos os poderes da àgua.

Salve Jorge disse...

Deságua
Vai sem mágoa
Que tua ágora
Agora
Te devora
Mas sem demora
Te afaga
Alívia a carga
Que toda água
Corre pro mar...

Clóvis Campêlo disse...

A água é fogo!
Lava, leva, livra, limpa!
Á agua é fogo!

Clóvis Campêlo disse...

A água é fogo!
Lava, leva, livra, limpa!
Á agua é fogo!