terça-feira, 4 de novembro de 2008

Minha Calamidade, por Samantha Abreu


Minha calamidade
é o pagamento
dos meus avessos,
dos inversos,
retrocessos.

Cala minha idade.
Minha raiz é daninha,
e só pode ser vista
sob o sal de lágrimas,
escorridas.

Cala-te boca,
pois a vontade é beijar-te
as feridas.
Libertar teus gritos
abafados.

As palavras não me salvam mais,
e meu pesar precisa
dos tais calafrios
febris.

14 comentários:

Gisely Azevedo disse...

Como sempre, muito intenso!
Parabéns!

Leila Saads disse...

Os meus também...

Camila. disse...

Calafrios. Dos que sustentam, ascendem e reparam. Calafrios.

paulinho damascena disse...

Poesia linda essa sua viu!
ameiiiiiiiiiii,
vou sempre passar por aki,

espero sua visitinha lá no meu tb,
ate+

Salve Jorge disse...

Febris
Fé que fiz
Feliz
Eu quis
Sem discorrer
Só percorrer
Cada matiz
Do teu prazer
Calamitoso
Cala meu pouso
Cala que ouso
Fala teu gozo...

Um Lugar Chamado 'Nothing is real' disse...

Adorei o Blog... lindos poemas... vou linkar no meu humilde Blog.

Parabéns pela iniciativa, gurias!
Beijo grande.

Cássio Amaral disse...

Du caralho...

anjobaldio disse...

Maravilhoso!

Jônatas Santos disse...

surpreendente!
adorei o encaixe perfeito das palavras
Parabéns Samantha!
grande beijo

Versos Insensatos disse...

"As palavras não me salvam mais..."

Obrigado pelos versos...heheheheheh, muito bom, muito bom, muito maravilhoso...

Gabriele Fidalgo disse...

sensação de libertação.
uma delícia esse texto, Sá!

Thiago Quintella disse...

Cala não Samantha!! Fale e escreva! Calamitosamente!!!

ELon disse...

De arrepiar!

Marcelo Mendonça disse...

Fui condenado a morrer de prazer