segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A saia da cigana, por Karla Jacobina



Minha curiosidade pelo fogo me ardia mais do que suas flamas.
Faíscas dançarinas me seguraram os braços e me lançaram ao fogo.
Foi assim que fui lançada à dança cigana.
Não movi uma lenha, não me vesti de fogo, nem tomei o 856R Lapa para chegar até ela.
De modo diferente ao que minha memória me alertava, fogo não queima. Fogo cidança.

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