segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Tenho pena, por Mônica Montone (convidada)


Tenho pena das mulheres que não gozam
Elas não sabem
Que sobre o colchão
A pele derrete
E que suas grutas ficam quentes
Como lava de vulcão

Desconhecem a meninice dos dedos
Que pulam de um mamilo ao outro
E brincam de esconde-esconde
Sob a chuva de estrelas mil

Não imaginam para que servem as mãos
Nem para que suas bocas foram feitas
Talvez seja por isso que falem demais

Tenho pena das mulheres que invejam aquelas que gozam
Elas não sabem
Que seus seios são frutas maduras
Morangos, pêssegos, pêras
Pequenas cerejas
Mergulhadas em doces trufas

Por suas pernas e ancas
Jamais escorreu o néctar dos deuses
A bebida sagrada
O mel branco que é alimento
Feito leite de cabra

Tenho pena dessas mulheres!
Por que elas serão
Eternamente
Amargas

Um comentário:

Rodrigo Tomé disse...

PERFEITO!
Adoro seus poemas, não há palavras a mais e nem a menos...

Eu acredito que vivemos num tempo de liberdade mal orientada e mal aproveitada (Permissividade X Pecado)

Não há só mulheres, mas também há homens que parecem estar no período barroco, é uma lástima...

"Tenho pena das mulheres que não gozam
Elas não sabem
Que sobre o colchão
A pele derrete
E que suas grutas ficam quentes
Como lava de vulcão"

Continue assim!