quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Alíngua, por Lais Mouriê




Eu sei que era pra ser assim, essa coisa que descompensa e dar prazer. Amor? Paixão? Como as coisas são denominadas, por quem e para que? Não quero chamar de nenhum nome o que só se sabe sentir... quero desnecessitar das denominações para que essa coisa rompa os absurdos da linguística, ultrapasse a razão da fonética e te absorva em eflúvios pré-gramaticais. Beije meu beijo sem nome e sinta meu corpo sem letras. Porque é assim que quero você: uma coisa, cujo nome, somente minha língua, junto da sua, consegue falar.

3 comentários:

Victor Canti disse...

para que respresentar de outras maneiras algo que não necessita de conceitos, nomes, é mais além, realmente indescritível... (e nós aqui ainda assim tentando descrever algo...rs)
muito bom!!
beijos

Grazielle disse...

Incrível... Deu um arrepio e uma vontade de encontrar também pra sentir isso, qualquer que seja o nome, também!

Gabriele Fidalgo disse...

Pra que falar, explicar, nomear e compreende, né!? Tudo junto e concluído no 'sentir'!

beijo, minha amiga!