domingo, 11 de janeiro de 2009

Sobre cama, mesa e banho (IV), por Juliana Holanda

(olhares.com)

parece que a gente é de plástico porque derrete na mesma hora em que o fogo acende. a respiração se posta ofegante e é o clímax. o frio deixa de ser azedo. calor se instaura no corpo feito febre alta.
é um ser tão profundo que nem todo o enjôo do mundo é capaz de atrapalhar.
é como uma pequena morte viva que pulsa nas veias e faz de nós uma única cor; vermelho.
sangue unido no despertar que nossos corpos representam no mundo de volumes, suores e formas. palavras certas. respirares errados. um único som e sentido até mesmo quando dormir tem movimento em cada noite, tarde ou manhã em que sonho em seus braços e me sinto mulher.


Obs:
Este texto faz parte de uma série. Para ler: (I), (II) e (III)
visite o blog da autora
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