sábado, 28 de fevereiro de 2009

Do amor, por Martha Galrão















Tagore



Por muitas noites e luas
em uma garrafa de náufrago
deslizou nas águas do rio
a promessa que lhe faço.

Você respondeu com música
batendo forte os pés no chão.
Você quer leitura
na palma da minha mão.

Cantei em sua língua cigana
É pela cintura, rapaz,
que você deve me enlaçar
nessa dança.

Cigano,
será contra o vento
se acontecer à beira do mar.

E se for à beira
do precipício do mundo
será tontura e estrelas
o céu de suas palavras.

No abraço,
escutarei em meu peito
a desordem do seu coração.

Um desgoverno danado
Em meu peito,
dois pandeiros
E a porta aberta pro sul.



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