sexta-feira, 27 de março de 2009

Por Martha Galrão

foto: Lee Friedlander













De dia sobrevivo, à noite enlouqueço.

O bagulho é doido, a corda é bamba e pra cair,

eu caio sozinho, me esfolo e me rasgo.

A notícia do outono é trégua.

Do alto dos seus setenta anos,

Emily já me dizia:

abaixo de Deus, lexotan.

Um comentário:

Salve Jorge disse...

E como só a loucura
Me cura
Há quem jura
Que por mais que a vida seja dura
Eu a amanso
E quando avanço
Fica um ranso
E o resto é história...