domingo, 1 de março de 2009

sobre imensidão e terremotos (II)

"sua estupidez não lhe deixa ver que eu te amo..."
tão difícil soltar o choro/riso preso
depois daquele baile de carnaval

repito para mim sandices de que não o quero mais e todo mal que ele me faz
repito em voz alta para ver se as palavras entram de vez na minha cabeça e viram
resoluções

estou cansada de mentiras de amor e incompreensões

ele pisou tanto no meu pé durante o baile que esmigalhados soltam peles e a cada pisar estouram bolhas

o desejo parado
os gritos que ecoam
enquanto me entrego nua a outros olhares, bocas, gostos
e provo novas salivas com sabor de nicotina,
cerveja e caipirinha
e deixo que as línguas me levem para outro lugar,
mas quando fecho os olhos e tento imaginar como será a cama com quem me beija
só visualizo as nossas últimas trepadas e toda a força que ele dispensava ao me comer
e a energia minha que dei e os orgasmos que ele me fez sentir
e aquela noite tão inicialmente triste em que ele rasgou minha calcinha enquanto eu chorava nossa pretensa separação
e sem querer, ele descobriu meu ponto G
e como crianças
pulamos pelo quarto sorrindo e salpicando confete e purpurina pelo chão.

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