quinta-feira, 16 de abril de 2009

Bicho, por Lais Mouriê


Eu mastigo a tua ausência, cheia de pintas e de sossegos. Nada dói, o que vai dentro é naturalmente limpo, assim como a tua ausência, que eu engulo, depois do almoço. Tu me ofereces minhas descompassadas loucuras revertidas em pássaros sobre o mar-piscina. Lembro de ti, transfigurado nas águas, e tua ausência revela-se pintada no meu sol. Alimento-me de tuas lembranças e lambuzo-me com tua pele presente na minha língua.



Tu não estás, e a paz me transforma em bicho faminto.

4 comentários:

Juliana disse...

Eu engoli um copo d´água depois da última gota.

Bela foto

Erica Maria disse...

Laís, estava com saudades dos seus textos!

Lindo!

Bjos!

Erica Maria disse...

Laís, estava com saudades dos seus textos!

Lindo!

Bjos!

Salve Jorge disse...

Se a paz
Jaz
No umbigo
Tenho comigo
Que o perigo
Costumaz
Vem de tempos atrás
Quando o universo
Entropicamente
Se desfazia...