domingo, 26 de abril de 2009

Tiros, por Juliana Hollanda


expectativas de beijos marcantes e suaves
fazem da minha coluna um calafrio constante
até te encontrar
quem sabe um dia.

quem dera alguém ouça meu grito no calabouço,
veja minha garganta num poço inflamado,
me tire o medo de tentar...

quem dera alguém
sugue a enfermidade da parede
para que eu possa respirar em paz.

quem dera a mentira escondida no canto
se torne menor que verdade revelada

quem dera ela possa permitir
que as pessoas lidem bem com
os sentimentos
misturados no caldeirão
de incompreensões da vida...

quem dera as pessoas soubessem livremente se expressar...

eu queria decorar diálogos de filme de arte
pra te impressionar,
mas é impossível
que eu seja
algo que não estou.

só é possível que eu esteja falsa
por ser a possibilidade de algo
que eu gostaria de viver com todas as proibições.

talvez eu seja o alvo!

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