domingo, 19 de abril de 2009

Vida bandida, por Juliana Hollanda


Leminski me diz mais uma vez que: “querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar... ALÉM.”

Folheio páginas de um livro novo e longínquo repleto de poemas de amor.

Estou há tanto tempo
sem parar pra escrever
que o inusitado me consome
nos sorrisos que vejo
e não são pra mim.

Escrevo sem vírgulas...
não desejo parar.
Respirar?
seria perda de tempo.

Faz frio...
é longa a espera
a noite chega mansa
a dor está curada,
minhas costas ainda latejam...

Estar sóbria custa
estou pensativa
desejo escrever versos de “amar-é”
estou segura,
a vontade vem,
mas você...
não volta.

Sinto falta
o calor é fraco
A morte?
forte!

Estamos só de passagem por aqui.

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