segunda-feira, 11 de maio de 2009

Euamoele, por Karla Jacobina

Euamoele
Por mais que o português
me diga que não
Por mais que o Aurélio
me diga que não
Por mais que o Pasquale
me diga não não não

E o afanalbeto
mestre em contentação
seja o único
a dizer
"que bão"

Euamoele
Eu amo tanto
Que a moela
não triturou
mais nenhum grão
foi tirando a roupa
tirando a casca
se revelando
coração

Euamoele
Por mais que o não
me diga que não
e o sim
me diga
humm... talvez

Eu amo ele
desse jeito
desajeitado
atravessado

adequadamente
extrapolado

pecado
pelado
na faixa de segurança

Eu amo ele
sem vergonha
sem cuidado
sem verba
nem verbete adequado

Eu amo ele
assim
perfeitamente
errado

<><><>

Um pouquinho de dança
na segunda-feira
vai bem.
Muito bem, inclusive.

5 comentários:

Adriana disse...

Seu poema está muito bonito. alegre, ainda que falando de um amor "proibido".

Cosmunicando disse...

hehehe... ótimo! às favas com a gramática nessas horas =))

Lais Mouriê disse...

ADOREI, Karla!!! E viva à criatividade linguística!

costadessouza disse...

Leve, solto, desejante e com bons jogos de palavras. Parabéns!

O Peregrino disse...

Assim como não se importas com a gramatica também não se importa com a estrutura poética, e talvez por isso acerta na estrutura desse poema...
Não se importas com nada além de expressar seus sentimentos mesmo que tavez ficticios vindos de teu coração.
Parabéns!!!
Talvez eu não me iguale e ti mas fica o meu blog:
http://peregrinosonline.blogspot.com/
Grato.
Ps: se gostar pode colocar um link dele no seu blog?