domingo, 24 de maio de 2009

Sobre insônia e lindos sorrisos (II)


faz frio deste lado da janela

enquanto o sol

derrete a imensidão

-que caminha-

por entre árvores

-lá fora-

mãos geladas

-a cabeça que dói-

na impossibilidade

de te ver hoje

-talvez-


para respirar

preciso do seu sorriso,

menino

-da sua voz de menino-


das suas mãos quentes

da sua voz

grave

que mistura-se

à música

dos meus ouvidos

e me faz sonhar

e sentir

você perto


você que me aquece

num dia de outono

numa noite; primavera

você que

verão


eu quero te ver

-preciso te ver-

para que o escuro da noite

derreta


meu coração

só bate

por te ver


[precisa de você]

o sol

derrete tudo

-lá fora-


aqui dentro

sem você

só gelo.

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