domingo, 3 de maio de 2009

Viagens, por Juliana Hollanda


elétricas elípses
eclipsadas
em errático arco-íris
eternizado
no espaço infinito
de um tempo sem fim.

histórico de simpáticas cicatrizes
mascarando dores de cabeça
nos dias que passam devagar...

cicatrizes que vagam
como zumbis
por um organismo vivo
vagam como insetos
num corpo que pulsa
e bombeia
mangueiras intravenosas
de líquido salgado, vermelho...

sangue que grita necessidades de atenção

precipita desmaios, alimenta medos!

o sangue é vivo
vibra e transporta
portais portáteis
protetores de oxigênio
oxigenizado,
higiênico,
indulgente e contorcionista
calado numa silhueta sisuda,
simplesmente desnudada e anuviada...

aliviada com chuva de poemas, palavras, letras...

poemas azul-anil
no céu incandescente e alegre
dos dias impalpáveis

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