segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sobre demolições e água na boca (II), por Juliana Hollanda


eu estava acostumada a esperar por você e os dias acabavam antes que eu recebesse uma mensagem ou um oi, mas eu estava tão feliz que acabava por ignorar todos os sinais.
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eu esqueci que eu merecia mais. esqueci que eu preciso de alguém que me carregue no colo, me adore, me mereça. alguém que me ame completamente, assim como eu te amei, mas eu nunca recebi esse amor de volta.
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nunca recebi um bilhete ou o abraço ou o aperto de mão que não solta. estranho... eu nunca mais vou ser capaz de te abraçar, beijar ou corer meus dedos pelos seus cabelos; você é simplesmente muito cruel. eu não consigo lidar com insensibilidade ou piadas cortadas ao meio. não consigo lidar com o comportamento degradante no qual você está preso.
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você pede desculpas? oh! isso é maravilhoso, mas não quero as suas desculpas. quero uma mudança no seu comportamento, uma mudança no seu carater, mas eu não vou te pedir isso porque te conheço bem há muito tempo. isso é quem você é, como você é e eu não estou aqui para modificar o seu eu. eu estou te aceitando assim e seguindo em frente.
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despetalando de amor.

2 comentários:

Sunflower disse...

A idéia de se estar sempre eternamente altruistamente apaixonada é sempre apaixonante.

Mandy disse...

caramba!me identifiquei muito com essa postagem, algo que eu vivi a pouco tempo e de forma semelhante.
Fico simplesmente ótimo.