
Da minha janela,
todo o espaço que é mundo
(lá daquele canto até o outro),
não me cabe.
Meu peito,
inchado,
está ativando
todo o espaço que é mundo
(lá daquele canto até o outro),
não me cabe.
Meu peito,
inchado,
está ativando
os pinos
de um campo minado.
Dentro de mim
começou
de um campo minado.
Dentro de mim
começou
a última guerra.
8 comentários:
Lindo, Samantha!
Lindo! Lindo! Lindo!
Já li mais de dez vezes e sempre quero que os versos continuem.
Imagino mil coisas. Gostaria de musicar, mas é muito breve (não é crítica) Tinha mesmo que ser breve.
É perfeito!
Não me lembro mais como vim parar no seu blog, mas adorei.
Dentro de mim
começou
a última guerra.
tô levando isso.
peito inchado pode ser prenhês, que pode ser guerra, mas não a última; então, não é prenhês, é só peito inchado mesmo.
agora, mamilos inchados... podem estar os da moça ilustrativa, degustativa, putativa de belos predicados.
=D
marcos
que janela
que peito
que guerra
que poema belo.
gostei, muito bom.bjo
Dentro de mim é guerra todos os dias,
vai cumêndu, Miss Pará...
bacana a desenvoltura do treco. tem das imprecacoes (estou sem acento, baby) que me apetecem a retina. boa. tua poetica me parece bem delineada. volto depois com mais vagar!
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