terça-feira, 10 de novembro de 2009

Minha Última Guerra, por Samantha Abreu


Da minha janela,
todo o espaço que é mundo
(lá daquele canto até o outro),
não me cabe.

Meu peito,
inchado,
está ativando
os pinos
de um campo minado.

Dentro de mim
começou
a última guerra.

8 comentários:

Pepe Donato disse...

Lindo, Samantha!
Lindo! Lindo! Lindo!

Já li mais de dez vezes e sempre quero que os versos continuem.
Imagino mil coisas. Gostaria de musicar, mas é muito breve (não é crítica) Tinha mesmo que ser breve.
É perfeito!

Não me lembro mais como vim parar no seu blog, mas adorei.

Clareana Arôxa disse...

Dentro de mim
começou
a última guerra.

tô levando isso.

Marcos Satoru Kawanami disse...

peito inchado pode ser prenhês, que pode ser guerra, mas não a última; então, não é prenhês, é só peito inchado mesmo.

agora, mamilos inchados... podem estar os da moça ilustrativa, degustativa, putativa de belos predicados.


=D
marcos

Lupeu Lacerda disse...

que janela
que peito
que guerra

que poema belo.

Muadiê Maria disse...

gostei, muito bom.bjo

Sunflower disse...

Dentro de mim é guerra todos os dias,

Marcos Satoru Kawanami disse...

vai cumêndu, Miss Pará...

Muryel De Zôppa disse...

bacana a desenvoltura do treco. tem das imprecacoes (estou sem acento, baby) que me apetecem a retina. boa. tua poetica me parece bem delineada. volto depois com mais vagar!