quarta-feira, 18 de novembro de 2009

por Clara Arôxa

Não é amor. É mais, ou menos, nada certo e comprovado. É coisa de sentir. Não é um encadeamento lógico de ideias: uma ideia a mais uma b leva a uma conclusão c. Não. Não se trata disso, visto que são pessoas repletas de infinitudes e delírio. É coisa sem métrica, sem tempo, sem regra, só com palavras soltas. Mas entenda o “solta”, livres e completamente desprovidas de pontos finais ou parágrafos conclusivos. É justamente aquilo do ser. Três letras, aparentemente fáceis de escrever, no entanto, carregam embutidas nas formas um significado diferenciado. É preciso ser para encantar. Eles sabem ser e me encantar. É como fechar os olhos e conseguir capturar todos os instantes do outro, em um sorriso. É saber sentir a essência com os olhos e daí deixar-se ritmar pelo coração. É mais do que amor, é a leveza da minha (i)lógica. Entenda: o outro te faz feliz porque consegue reunir todas as qualidades suficientes para ser inteiro, todo e bonito. Conseguiu ter alma suficientemente clara para iluminar e inspiração necessária para me fazer ser poesia. É muito mais do que amor, é a mistura dele, a surpresa de encontrar, redescobrir, delirar.

É uma coisa que se parece com você.

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