terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Céu sob a Língua, por Samantha Abreu

foto de rooze
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Uma língua pode ser usada para inúmeras necessidades particulares. Incita-se o beijo, limpa-se os dentes e se contorce no ardido. Mas gosto quando ele a beija, e o faz como se nada mais além de céu da boca e terra do corpo fosse realizável. Movimentos circulares que se perdem na escolha de um passo atrás ou a total união dos corpos. Deixa meu universo em pleno olho do furacão. Gosto quando a língua dele, forte, domina meu espaço entre os dentes, ultrapassando todos os limites da preponderância.
Uma língua pode ajudar a esconder o segredo contido no envelope, no estancamento do sangue correndo do lado de fora ou na provocação úmida dos ouvidos.
Mas gosto quando ele a beija e o faz como se alcançasse as estrelas que escondo no céu da boca.

5 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

a pergunta que está intalada na garganta do Ceará, repórter esportivo: Marta, você já levou cabeçada no céu da boca?

Mateus Henrique Zanelatti disse...

Ahahaha, esse Marcos é foda.
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Eu como um bom positivista e piadista, digo que a lingua também serve para sufocar em ataques epiléticos, server para ser mordida por sí proprio e sangrar, serve também para endurecer mamilos (mas claro que isso depende de várias outras coisas).

Abração!

Marguerita disse...

A pergunta do Marcos..vixii...

Samantha gostei tanto que mandei o texto pro meu namorido. Devidamente com teus créditos.
;)

Adorei!!!!!!!

Bjos

José Calvino disse...

Quando li o texto, fiquei pensando:
Com a língua faz sentir, gozar, sem resistência, nas novas formas de carinho e deixar que o amor aconteça.
Gostei, Samantha!
Beijão do,
José Calvino
RecifeOlinda

Anônimo disse...

A língua é uma participante ativa em todas as facetas do amor, né?

adorando teu blog, hein

http://www.charlescanela-frases.blogspot.com/