sábado, 30 de janeiro de 2010

Orquestra de Vento em Meu Quarto, por Patrícia Lage

.
Quando um tornado toma conta, até: quebra a linha reta, pensamento firmado, corpo sadio. Nessa destruição após, indo ajeitando os porta-retratos - o que é do armário, lá; o que é do corpo, aqui. Força que suga todas as outras, antes – ando num ranger os dentes de paraíso e inferno, ambientes um. Tornado e tempestade, e as flores pré-inverno que cantam nessas noites de luz. Você canta de frente com a boca serrada, eu vou dormir. Dois sinais abertos e a corrida para envelhecer o tempo. Soa um barulho do terminal – é o convite de teu espaço pequeno à minha voz, que se reduz em mais de mim. É um tanto que representa tanto... Quem? Querendo viver o ato de incorporar essência em verbo. Introdução de música, das clássicas, apenas.

Podando o jardim, que cresceu demais.

Nenhum comentário: