terça-feira, 16 de março de 2010

Resignação, por Samantha Abreu

foto de akif celebi

Toda minha força retraída entre a negação e possibilidade de me servir. Uma lista cheia de idéias que não passam de tópicos, atitudes que não saem da imaginação e vontades que são apenas reformulações precárias dos desejos mais intensos.
Já existiu em mim uma garota partidária de revoluções, adepta às invasões e cheia de fascínio por invenções. Existiu em algum lugar que hoje é apático, onde a apreensão tomou conta, a convenção fez política e a usança se instalou. Essa menina, vez ou outra, esperneia. Seus chutes são de tamanha revolta que estremeço num cambalear indeciso. Dói. Nessas horas, agacho, miúda, e espero que ela transborde até que se sinta cheia de si e re-adormeça.
De todas as minhas más companhias, nenhuma me parece tão pungente e indesejada quanto esse medo de ser.

Um comentário:

Marcos Satoru Kawanami disse...

a melhor coisa pra quem não tem talento é o trabalho braçal, distrai a mente de pensar besteira.

mens sana in corpore sano, já dizia o velho romano.

futebol feminino também é legal, tá na moda.