terça-feira, 9 de março de 2010

Sobre Viver Apesar, por Samantha Abreu

Todo o sentimento anula
a desgraça libertária de serzisses.
Todo amor desarruma
a independência viril do orgulho.

Não há sensibilidade nas ruas,
não há emoção nesses bares.

Apenas um livrar-se das cotidianas tarefas,
um sair ileso dos convenientes desprendimentos,
o manter-se vivo nesse campo de desconcentração.

Nenhum coração é digno de confiança,
nenhuma razão merece respeito,
e a arte se torna o alívio,
[preparar, apontar: fuzilamento!]
da deslealdade da guerra.

Um comentário:

Marcos Satoru Kawanami disse...

"toda cura pra todo mal
é o merthiolate, o hipogloss e o sonrisal"

serve também um chão pra lavar, louça na pia, fogão pra pilotar... ah, pena que já existe máquina de lavar roupa, mas minha esposa prefere lavar algumas peças na mão: camisa, blusa, meia...